quarta-feira, 19 de julho de 2017

Adagio em Sol neblínico menor

Serra da Lousã
(Julho 2017)

Floresta a 1000 m de altitude. Latitude é a que se quizer.

O Adagio do olhar transforma-se em Andante no coração (talvez uns 100 a 120 batimentos por minuto). Uma celebração da beleza.






Há uns anos, ouvi este Adagio como banda sonora de um filme. Não sinto melancolia nem tristeza quando ouço esta música, mas enlightenment - não me ocorre nenhuma palavra de jeito em Português (excitação encantatória hiper-realista é esquisito, não é?)



domingo, 16 de julho de 2017

Pedalar na serra? É mais ou menos assim

Julho 2017


Vários dias em Lisboa com reuniões de manhã à noite. Num dos almoços de trabalho (em mesa redonda) o parceiro do lado, sabendo, vá-se lá saber como (eu só falo de bicicletas e montanhas uma vez ou duas por hora), que eu gostava de pedalar pelas serranias, pediu-me sugestões sobre calções para ciclismo. Ele também pedalava. Quando demos conta os outros à mesa (que discutiam assuntos muito técnicos, profissionais  e importantes relacionados com as reuniões ) olhavam-nos de soslaio; é que estávamos a discutir programas de máquina de lavar roupa para usar com equipamento de BTT (programa para roupa suave, claro) e detergentes (os de sedas e lãs, obviamente) e temperatura a 30 graus C no máximo e centrifugar a não mais que 100 rpm. Coisas elementares e úteis.
Às tantas, perguntou-me: e como é pedalar lá pela serra?
No hotel, à noite, comecei a dar-lhe uma resposta.

Então, cá vai um "flavour".

Floresta acima por um belo caminho:


Uma vez lá em cima, no planalto aos 950 m, as vistas para Sul, por sobre o vale da ribeira de Alge, encontram-se pelo túnel que a copa das árvores faz na zona da Catraia da Ti Jaquina. É um deslumbramento, ir por ali fora, no túnel escuro e, às tantas, os horizontes abrem. As lonjuras ali à nossa frente. É uma transição belíssima. Tantas vezes ali passei e como que reprogramo o meu cérebro para a surpresa. Vou por ali, sei o que vai acontecer mas, ao mesmo tempo, estou preparado para me surpreender como se fosse a primeira vez. Na minha cabeça como que há uma parte do cérebro que prepara a surpresa para uma outra parte. Não queria especular, afirmando que há duas mentes na minha cabeça (ou mais, e, às vezes, como que uma assistindo na plateia ao que se passa no palco da outra - e quase que aposto que isto se passa com muitas pessoas).





Pela EN236 neblínica. Gosto destes dias. A realidade à nossa volta é menos previsível. Por regra, pedalo serra acima com os sentidos ao rubro. Sobretudo se pedalar por caminhos. Os encontros imediatos do terceiro grau com veados e javalis ocorrem com mais frequência e a distâncias em que quase sentimos o bafo quente que exalam.
Aqui, a subida neblínica pela estrada nacional que liga Lousã a Castanheira de Pêra, atravessando a serra.



Em "cranks". Na expectativa de, uma vez saído do túnel das árvores, ver clareiras de luz no céu.



Como é normal nas minhas pedaladas, primeiro sobe-se, depois desce-se. É assim. Raramente pedalo em plano, excepto nos planaltos das serranias, geralmente em cumeadas que separam as lonjuras de Norte das de Sul e as de Este das de Oeste. Aí sim, de resto ou subo ou desço. Deve faltar-me o gene  dos planos.

Já várias vezes tinha visto o caminho. Mais ou menos limpo (às vezes caminhos antigos na serram fecham com a vegetação reclamar o terreno). Uma zona onde nunca vi ninguém mas que parecia ir dar directamente ao cimo da Aldeia do Candal. Dos 1000 aos 600 m num pulo. Primeiro uma floresta que deve ser um refúgio para animais mais esquisitos, os que não querem ser incomodados. Depois um corta-fogo bem inclinado. Vou, não vou? Pronto vou só um bocado e depois logo vejo.

Correu tudo bem, fui indo, uma bela vista sobre o vale por entre as árvores, até ter encontrado o juvenil javali parado no meio do caminho a tentar perceber quem era eu.
Ia por ali fora e pareceu-me que qualquer coisa estava no meio do caminho. A PDI tirou-me acuidade visual e estava indeciso entre um tronco, uma pedra ou um pequeno javali. Parei. Percebi que era um jovem javali. Olhou-me. Depois de alguns segundos deu meia volta nas calmas e foi-se embora caminho abaixo, exatamente por onde eu queria ir. Os progenitores não deveriam andar longe. A minha descida foi abortada.


(a câmara GoPro usa uma grande angular e, por isso, o javali, que estaria a uns 10-20 m, parece muito mais afastado. Está no meio do caminho - uma pequena mancha preta - e aos 1m49s percebe-se que se move)


Além destas, há mais mil maneiras de pedalar pela serra. Seguem dentro de momentos.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

É um pássaro? É um avião? É o Super-homem? Não. São as moscas.

17 de Junho 2017

Nem sequer as ondas do mar ou o vento. É um som semelhante: são as moscas varejeiras.
Nos dias quentes, na zona sombria da floresta agrupam-se aos milhões.
Ia por ali acima, por um caminho que atravessa a floresta aos 900 m de altitude. Estavam perto de 40 graus C e o caminho que travessa a floresta sombria foi a opção para prosseguir. Era o mais fresco. O contraste da luz no caminho com a sombra sobre os cedros é quase inacreditável. De um lado Sol intenso, ofuscante, quase insuportável e, do outro, escuridão. Uma escuridão traiçoeira onde milhões de pequenos seres vivos pousados reagem a qualquer intruso levantando-se em nuvens aterradoras, ruidosas, vindas de todos os lados, mas? mas?! mas o que é isto?, que nos deixa à beira de um ataque de nervos. Sob as árvores a temperatura caía cerca de 7 a 8 graus.


Mas a temperatura era a única coisa que caía. Outras se levantavam. Já o previa. À medida que pedalava levantava-se um ruído como se fosse uma onda do mar. Com o ruído levantavam-se também milhões de varejeiras. Azuis ou esverdeadas, metalizadas, grandes, num alvoroço. O aspecto metalizado é o que mais me chateia.

Parei e dei uns passos, gravando o caos que se gerava à medida que avançava.

(ouvir com o som muito alto: em fundo dos meus passos e do trinar dos pássaros ouve-se (mal se vêem no vídeo) o som das varejeiras a voarem que nem doidas para logo pousarem. Na realidade o som é muito mais intenso mas o telemóvel deve ter problemas na gravação dos graves.)


As moscas e os mosquitos estão na base de uma das leis universais do BTT (aliás, já aqui, anteriormente, formulada).
O problema pode formular-se do seguinte modo:
à medida que o caminho fica mais íngreme a velocidade a que pedalamos tende a diminuir e, por outro lado, o suor tende a aumentar (escorre pela cara, vem para os olhos etc etc etc). Ora, o ponto crítico é quando a velocidade é inferior a 6-7 Km/h. É que a esta velocidade as moscas, mosquitos, varejeiras, moscardos e outros insectos CONSEGUEM ACOMPANHAR-NOS. E as moscas pousam na cara, e nos lábios, e nas orelhas, e o os mosquitos fazem uma nuvem à volta da cabeça e as forças para os enxotar já não são muitas, e se os enxotamos podemos perder o controlo da bike e é uma grande merda tudo isto.
PORTANTO, UMA REGRA BÁSICA DO BTT EM DIAS QUENTES E SEM VENTO É PEDALAR SEMPRE A UMA VELOCIDADE SUPERIOR ÀQUELA A QUE AS MOSCAS CONSEGUEM VOAR. De acordo com os meus cálculos - que são, aliás, baseados em várias observações reais no terreno -  é cerca de 7-10 Km/h. É pouco? Pois, depende da inclinação e da temperatura.
A velocidade inferior a 7 Km/h, em subidas íngremes, há uma grande probabilidade de pedalar com a cabeça metida num grande zumbido. No meu caso, um caso particularmente grave devido ao ódio aos mosquitos, os neurónios entram em ressonância e, às tantas, já não se sabe se o zumbido é fora ou dentro da cabeça. Nem pensar em parar. E não há solução para isto. Proferir alto e bom som uns vocábulos em linguagem tabernácula (por assim dizer, insultando, por exemplo, a mãe das varejeiras) alivia mas não resolve a coisa.


sábado, 8 de julho de 2017

No rescaldo

Junho 2017

Roda ante roda, na expectativa do que iria encontrar, lá fui indo, subindo, para ver o outro lado da serra.
No planalto da serra, pelo caminho de cascalho sobre o vale do Coentral que, para Sul, se estende até à Castanheira de Pêra tive a visão das coisas.



O Coentral sob o St. António da Neve. O fogo não tinha aqui chegado. Havia boatos: toda a encosta foi varrida pelo fogo, o Central também foi evacuado ...
Estava na expectativa. Não. Aqui não tinha chegado.


A carqueja já pálida e a ser substituída pela urze roxa mas o fogo não cavalgou estes montes.


Este é o lado Este. Desviando o olhar para Sul, pelo vale da Castanheira e pelas serranias que se estendem para o lado de Pedrogão (onde se vê a chuva a cair) viam-se, aí sim, as encostas queimadas, castanhas e negras, que traçavam o limite do fogo para estes lados.


O clima é um bom exemplo de um sistema caótico, sensível às condições iniciais, que determinam a bifurcação imprevisível. Como prever este céu carregado, lançando gotas de chuva sobre Pedrogão sob uma temperatura amena há 2 semanas? Mesmo conhecendo a velocidade e posição de todas as partículas a evolução do sistema é imprevisível (sabe-se lá quando é que uma borboleta bate as asas na Austrália para mudar de eucalipto).






quinta-feira, 6 de julho de 2017

Vento. Quente. Limpo.

Julho 2017
Serra da Lousã

Vento quente e bom. Um vento cheio de energia. Vindo não sei bem de onde. Sem direcção definida. Ou melhor, mudava de direção em cada folha do castanheiro. Vinha forte sobre a copa das árvores, espraiava-se como um delta, como uma rede capilar num órgão e, depois, recompunha-se à saída, renovado, pronto para outra. Metia-se pelo corpo adentro como a luz que atravessa a água. Acho que até aos neurónios chegou uma aragem suave.





sexta-feira, 30 de junho de 2017

E, ao segundo dia, Domingo, a luz desfez-se e o ar da manhã não era o ar da amanhã

Domingo, dia 18 de Junho.
(depois de ontem, Sábado, ter estado no Trevim à uma da tarde na tarde, um pouco antes do início do incêndio de Pedrogão)

Fumo. O amanhecer de Domingo cheio de fumo. Um fumo que formava gradientes à medida que se subia na serra. O incêndio andava na encosta do outro lado, do lado da Castanheira de Pêra, mas o fumo tinha subido a serra e começava a cobrir o lado de cá, vinha de cima, insinuando-se pelas rugas dos vales. Logo à saída da Lousã.



Eu, inquieto, não sabendo ainda da tragédia que ocorrera do outro lado (embora pelo reboliço da noite com carros e sirenes serra acima e serra abaixo sugerisse que algo grave se passara), pego na bike logo pela manhã e pensei subir ao cimo, ao Trevim pela EN236 (a que agora chamam da morte), onde tinha estado no dia anterior. Talvez dali percebesse a dimensão da coisa. Uma pedalada, duas pedaladas, um km, dois km, e parecia que subia ao Evereste. Caraças não consigo respirar. Mas mais um bocado. Quando tiver vistas para o Trevim terei uma ideia mais precisa do que se passa. E martelava este pensamento para me auto-estimular.
À medida que subia, o céu ficava cada vez mais estranho, amarelo, esquisito, marciano ou neptuniano, talvez uraniano. Tentei arranjar uma teoria que tranquilizasse o meu lado racional: a exposição a situações de stresse (ambiental) em baixas doses até é benéfico para a saúde. As minhas células vão sentir estes gases tóxicos e vão implementar a resposta ao stresse. Vão accionar os mecanismos da hormese. Isto até vai fazer-me bem. Um stressezinho em background é do melhor que há para manter a saúde, é até rejuvenescedor. Até comecei a sentir os genes a expressarem-se, proteínas de defesa celular a inundar as células, a glicólise a acelerar para compensar a hipóxia, uma agitação celular em todo o corpo. Nada como uma hormesezinha logo pela manhã para ficarmos mais jovens. Pronto tinha uma teoria e estava tranquilo. E embalado pela teoria fui pedalando e subindo.



Comecei a perceber que não iria longe.
 O Sol era assim, com contornos ... ou melhor sen+m contornos definidos.




Às tantas estava num ambiente estranho. Pedalava e, como quem pedala sabe, por vezes pedalamos porque a seguir a uma pedalada vem outra. Uma e outra ...
Só quem pedala entende isto. Outros dirão que é estupidez ou que é irracionalidade ou obessão. Não é. É uma vontade que se apodera de nós e nos impede de parar quando as coisas estão difíceis (que força é essa, que força é essa que trazes ...).



Depois, para mais, no meio de tudo aquilo, imerso naquele universo estranho, comecei a achar tudo muito belo à volta, a luz, as penumbras, o ambiente para-real, os contrastes






A EN236 ladeada de castanheiros, carvalhos, urze e pedras




Como bem sabia, tive que parar. Não conseguia mais. Na véspera tinha subido ao Trevim a 1200 m com temperaturas acima dos 40 graus. Nada comparado com isto.

Voltei para trás, muito para trás e meti-me por um estradão a meia encosta, paralelo ao vale, mantendo a altitude. O fumo estava lá a chegar. A floresta estava tranquila mas havia a expectativa de que a qualquer momento alguma coisa iria perturbar o silêncio. Ia ali percebendo cada segundo na expectativa do próximo. Como que acossado por aquele silêncio.



O fumo vinha aí, infiltrava-se por entre as árvores





O leito dos riachos furiosos do Inverno tinham umas poças aqui, outras ali, sem dinâmica nenhuma, uma pasmaceira


secos




a luz do Sol filtrada pelo fumo, amarela e laranja, como que incendiava clareiras no chão da floresta. Um deslumbramento






À volta estava tudo calmo e, no entanto, como disse, estava sempre na expectativa de um susto, de animais em alvoroço; cervos, javalis, ginetas ... Quantos terão ficado encurralados e morrido? E insectos e vermes na terra e , e, e, e, ... a terra esterilizada pelo fogo. Lembro-me que havia uns pássaros a esvoaçar mas não senti sinais de grande perturbação. Também eles respiram oxigénio e provavelmente estariam em hipóxia. É que já por ali também ali o fumo se adensava.

Desci para a vila o que me faltava descer.

No dia seguinte, saí do país para uma cidade no Norte da Europa. Que bem que me soube a chuva que por lá apanhei. Até a bebi, de boca aberta para o céu. Figuras tristes: à noite, de braços abertos, cabeça levantada e boca aberta, à chuva à porta do hotel. Are you OK? Sim, vou já, estou só aqui a apanhar um pouco de chuva. Hã!? Como é que eu explicar ia aquilo aos outros?





segunda-feira, 26 de junho de 2017

E, no Sábado, à 1 da tarde, eu andava por lá, na bike, lá em cima no Trevim, a olhar para o que iria arder daí a pouco no incêndio de Pedrogão

Junho, 17, 2017

A la una de la tarde ...

Não pedalava há mais de uma semana. O dia estava muito quente. Daqueles dias que só havia de vez em quando antes de se banalizarem. Resolvi subir ao Trevim, dos 200 aos 1200 m em 20 km, pelos caminhos da serra. A direito, serra acima. Tudo seco. Algumas bicas de água aqui e ali que bem conheço estavam mortas que nem um chamiço. Umas zonas húmidas onde no Verão sujo a bike de lama, nada. Apenas terra dura. Aos mil metros, a bica de água fria à beira do estradão das eólicas que já me salvou tantas vezes, e que em pleno Verão jorra sempre em força, estava mortiça. Irreconhecível. Ali sob os fetos.




A coisa estava difícil. Em andamento o termómetro na minha bike andava entre os 39 e os 40 C. Ali parado, na bica que fica no estradão das eólicas, sob as árvores estavam 33, uma frescura, tão bem que ali se estava. Ao fundo, o planalto da serra do Buçaco.





Mas não podia parar muito tempo. Estava já em cima da bike, tentando arrancar naquela inclinação (o que não é nada fácil), quando ouço um barulho ao meu lado, mesmo ali. Olho e, por entre os arbustos, sai um pequeno vulto. Uma galinha? Não. O estilo era o da galinha. Pé ante pé, olho em mim, de lado, desconfiado. Um javali muito jovem, muito bonito e pequenino, com listas coloridas no dorso. Ali, a dois metros. Eu estava em cima da bike mas com os pés no chão. Lentamente levei a mão ao bolso de trás para tirar o telemóvel mas, mal pressentiu o meu movimento, assustou-se e fugiu, metendo-se por entre os arbustos. Foi nesse momento que ouvi um urro. A mãe. Estava ali. E eu ao pé da cria. Deveriam vir também beber à bica onde eu estava. Foi o costume. Cabelos em pé, adrenalina por todos os poros, encaixei os pés nos pedais e pedalei o que pude, fugindo por ali acima.
Estava quase no Trevim. Difíceis, muito difíceis aqueles últimos 200 m em altitude.
Nestas circunstâncias não se percebe a paisagem em redor como se a víssemos num écran. Percebia que, de vez em quando, o Sol se escondia nas nuvens. Mas a sensação era a de um céu azul azul por cima. Lembro-me de ter olhado para o céu e pensar que havia umas nuvens estranhas. Mais manchas esfarrapadas que nuvens. Apareciam e desapareciam.
Cheguei ao Trevim, parei. Olhei para Este, para as serranias do Açôr até à Estrela, como já fiz um milhão de vezes. Às tantas olhei para o termómetro na bike: 42 graus C. Estava a 1200 m de altitude.


Só agora percebo, ao ver a fotografia, que para estes lados o céu não estava azul. Castanheira de Pêra e Pedrogão ficam para a direita, fora da fotografia. Comecei a descer por esse lado, dando, depois, a volta para a Lousã. Tive um pensamento estúpido: vai ser das últimas vezes que ando por aqui a pedalar sem fumo.
Ao cimo de Castanheira entrei numa parte da floresta onde há uma bela fonte. Cheguei lá por um caminho entre pinheiros sobre o Coentral. Aí tive um novo encontro imediato do terceiro grau. Desta vez um corço, também jovem, salta para o caminho uns 20 m à minha frente. Belo. Não me esperava porque eu ia silencioso. Correu um pouco, afastando-se e logo se meteu na mata.

Já na fonte 
 

O bem que sabe estar ali num dia como este ia. Mas nunca a vi tão jorrar tão tímida.



Olhei para cima, tentando ver o céu,



 e fui-me embora.

No dia seguinte, Domingo, tentei voltar aqui.  Mas o dia era outro. O incêndio tinha feito o seu caminho. Conto para a próxima.